segunda-feira, 21 de abril de 2008

Ecos do Todos Pela Educação

O Fórum Empresarial, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), teve apoio da Gazeta Mercantil, e levou o tema a "Educação Pública de Qualidade para um Brasil Melhor". Participaram do evento o ministro da Educação, Fernando Haddad, ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Além de empresários como Márcio Cypriano, presidente do Bradesco e Roger Agnelli, presidente da Vale. A abertura do seminário foi feita por Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna (IAS), e por Osmar Zogbi, presidente da Lide Empresários pelo Desenvolvimento Humano (EDH).
A crise da Educação
É quase um consenso que a falta de políticas públicas sólidas deixou o País em severa desvantagem no plano educativo. Dados do relatório Panorama da Educação 2007 - Indicadores da OCDE, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mostra que em relação aos "gastos anuais e cumulativos com Educação por estudantes e em relação ao PIB", o Brasil é o último de uma lista de 32 países analisados, atrás, inclusive, de outras economias emergentes, como México e Rússia. Não se pode negar, porém, que muito já foi feito no intuito de ampliar o acesso à Escola, com o marco de 97% das crianças em idade Escolar matriculadas no ensino fundamental. Mas o trabalho está só começando. Dados de 2006 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 14 milhões de brasileiros com até 17 anos ainda estão fora da Escola ou creche em todo o País. Esse número é mais que o dobro da população da Finlândia, que tem 5,2 milhões de habitantes e cuja Educação é exemplo para vários países. Além do mais, a sociedade precisa encontrar medidas para corrigir os problemas decorrentes da falta de qualidade de ensino. Segundo dados do Instituto Paulo Montenegro, no ano passado, o analfabetismo funcional atingiu cerca de 32% da população de 15 a 64 anos - destes, 7% são analfabetos e 25% tem um alfabetismo rudimentar, isto é, conseguem localizar apenas informações explícitas em textos curtos. Equações como estas não se enquadram aos projetos de aceleração do crescimento do País. E para sanar essas dificuldades, afirma João Dória, ainda há o risco de o governo investir em programas assistencialistas, que "comprometem recursos públicos", sem trazer resultados. O evento vai discutir as iniciativas concretas, em parceria com as empresas. "Hoje, as empresas têm obrigatoriamente que ter uma visão que vai além do lucro", afirma. "Quem não tiver este olhar vai limitar seus negócios." (De Olho na Educação)

2 comentários:

Leonardo Mazzola disse...

Sra. Ines, gostaria se pudesse, me informar um contato com o Sr. Osmar Elias Zogbi.
Muito obrigado
Leonardo Mazzola

Leonardo Mazzola disse...

Sra. Ines, gostaria se pudesse, me informar um contato com o Sr. Osmar Elias Zogbi.
Muito obrigado
Leonardo Mazzola