domingo, 11 de maio de 2008

Dia das Mães

Entre as maiores realizações da mulher, sem dúvida alguma ter um filho é a maior de todas, além disso, eu que sempre encarei a maternidade como uma grande responsabilidade, tive que provar isso com disciplina, confiança e determinação, pois me submeti a tratamento médico para engravidar.
Há quem diga que ser Mãe é um estado de alma vitalício, porque além de misturar nossas emoções, mexe com as nossas inquietações mais profundas.

Tenho dois filhos a quem AMO imensamente, e já ficou pra trás o tempo em que eles eram meus “babies”. Mesmo assim, ainda cuido deles como se o fossem. Eles são o meu maior tesouro e também a minha missão mais importante! Meus filhos - Rogério Neto e Bernardo - são o meu maior orgulho; e uma coisa é certa: não medirei esforços para mantê-los fortes e unidos. Tenho feito tudo para vê-los crescerem saudáveis e felizes, procurando apoiar cada um na busca pela sua realização pessoal e profissional. Não deposito minhas expectativas ou projeto meus sonhos nas vidas dos meus filhos. Isto seria uma grande cilada, pois cada um de nós é um ser único, e temos que viver a vida de forma plena e intensa de maneira que nosso exemplo ajude a construir significado nas suas vidas.
Se quizermos que nossos filhos amadureçam, temos que nos empenhar em ensinar-lhes a ter disciplina, cumprir deveres e enfrentar desafios. Podemos começar com o que eles gostam, e depois ensinamos as coisas que geram responsabilidade e sejam fruto do seu esforço pessoal, como as atividades da escola e do esporte, assim, eles vão acabar encontrando satisfação em cumprir seus deveres e descobrir o valor do MÉRITO. Também é preciso desde cedo estabelecer afinidades, porque ninguém é igual a ninguém, mesmo dentro da família. Conviver com as diferenças é um tremendo exercício de aceitação, paciência e humildade; e para aceitar as diferenças é preciso ter compreensão, abertura e habilidade para o diálogo. Geralmente, quando não aceitamos alguma coisa, queremos pura e simplesmente impor o nosso modelo. É impressionante como é comum as pessoas não aceitarem as diferenças. A gente se fecha tanto em nossas vidas, nos nossos próprios valores e verdades, que não toleramos sequer uma idéia diferente da nossa sem julgar e condenar, estabelecendo logo o preconceito que é um fator limitante, quase intransponível, para o entendimento. Tenho dedicado parte do meu tempo com meus filhos, a fazê-los compreender a importância de desenvolver a habilidade de se relacionar e se comunicar com as pessoas considerando e respeitando a perspectiva do outro.
Quando os meninos eram pequenos, Mamãe dizia que os defeitos que por acaso os filhos tivessem, era onde os pais haviam falhado na sua educação.
Nos dias que correm, ser uma boa mãe não é tarefa fácil porque muitas vezes as circunstâncias nos colocam fragmentados em relação à convivência com os nossos filhos, e essa convivência é essencial. Conviver de maneira harmoniosa, exercitando a verdade e a capacidade de perceber, sentir, pensar, e agir; compartilhando os valores da solidariedade, cultivando-os na família, na universidade e no trabalho. Não é uma receita pronta, mas, é um pouco do que tenho feito para apoiá-los, porque acredito que este é o melhor caminho para que eles se tornem bons cidadãos e profissionais valorizados no mundo competitivo do trabalho.
Aproveito o Dia das Mães para fazer uma homenagem a todas as mães, que se dedicam às suas famílias e aos seus filhos, sem abrir mão de sua vida pessoal e profissional, especialmente às minhas amigas e colegas de trabalho e do curso de comunicação empresarial.

3 comentários:

Kika disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kika disse...

Querida Tia, quero dizer que achei muito bonito de sua parte escrever um artigo em homenagem ao dia das mães, pois apesar de que ainda falte muito para eu ser uma, reconheço que não deve ser um trabalho nada fácil, pois além de exigir um amor incondicional e único, também é preciso muito tempo, coragem, e consideração.

Há três aspectos no seu texto que posso dizer que me marcaram. O primeiro é a verdadeira importância que há em que os pais ensinem aos seus filhos a noção da responsabilidade. O segundo, é quando você fala que todo ser é único (conheço bem essa questão, porque sendo gêmea, sei bem que a identidade de cada quem é exclusiva, apesar de que possa ser parecida). E a terceira e última, é o fato de que tenhamos que aprender a aceitar as diferenças no mundo. Pois além de considerar a tolerância como um dos valores mais importantes do ser humano, também julgo que, com a enorme variedade de pessoas, culturas e formas de agir e pensar existentes no nosso planeta, é uma prova de clara falta de inteligência não aceitar que os outros possam ser e ver o mundo de forma distinta.

E é assim que eu desejo a você, tia, e a todas as outras mães do mundo, um mais que merecido FELIZ DIA!

Ines Carvalho disse...

Kika, adorei sua participação no Blog. Tenho certeza de que você vai ser uma mãe especial.
Qdo vcs nasceram eu falei pra sua mae que desejavam que ela ensinasse vcs a serem meigas, gentis e mansas... vejo q isso acontece com muita inteligência ancorado nos nobres valores da convivência.
Beijoca!