sábado, 3 de janeiro de 2009

EcoD: Geladeira

A Cemar (Companhia Energética do Maranhão) está investido mais de R$ 5 milhões em ações para combater o desperdício de energia elétrica. Um dos projetos é a doação de geladeiras a pessoas de baixa renda para substituir outras que estejam em estado precário de conservação e que apresentem alto consumo de energia elétrica. O programa prevê a doação de 5.250 refrigeradores e 13 mil lâmpadas fluorescentes. (Folha)

As lições da comunicação corporativa

Muitas empresas foram atropeladas pela crise, mas poucas souberam lidar bem com ela na área em que poderiam se diferenciar: a da comunicação, dizem os especialistas. "Nenhuma empresa foi a vencedora do ano do prêmio de comunicação corporativa", diz José Roberto Martins, sócio da consultoria GlobalBrands. "Só quando foram pegas de calças nas mãos é que vieram a público dizer o que acontecia. Mesmo assim, de forma primária. "Segundo Martins, a maioria das companhias adotou a estratégia do avestruz. "É uma postura péssima para todas, mas pior para as de capital aberto", diz ele. "Nessa hora, tinham de revelar conhecimento para divulgar as informações, só que nenhuma foi competente." Sadia e Aracruz, por exemplo, enfrentaram o mesmo problema. As duas tiveram perdas milionárias em 2008 com os derivativos cambiais, que são contratos financeiros de proteção contra oscilação da moeda. A postura de ambas foi oposta. A Sadia comunicou ao mercado o problema, quitou boa parte da dívida e deu diversas entrevistas à imprensa e aos analistas. A Aracruz, por outro lado, acreditou que o dólar voltaria a perder força e entrou num processo arrastado de negociação com os bancos, ainda não concluído. Recusou-se a dar entrevistas ou a atender pedidos de informações.Os investidores puniram as duas na mesma medida. As ações da Sadia caíram 60% desde o anúncio do prejuízo, enquanto as da Aracruz, que já tinham perdido 60% de seu valor, recuperaram-se nos últimos dias e fecharam a R$ 2,49 no dia 30, com redução de 49% sobre o valor de 3 de outubro. "A Aracruz preferiu o silêncio", diz Peter Ping Ho, analista da corretora Planner. "Cada vez que adia a conclusão das negociações e não explica claramente os motivos, a empresa continua prejudicando-se perante os investidores. "Mas a postura mais respeitosa com relação aos "stakeholders", como são chamadas as pessoas que se relacionam com as empresas, não teria de beneficiar a Sadia? Sim, dizem os especialistas, mas o retorno virá no longo prazo e o benefício se dará principalmente com relação à imagem. Já para recuperar a credibilidade financeira, será um exercício de anos."Nenhuma delas foi completamente transparente com relação aos problemas de hedge, derivativos, exportações e a sua situação financeira em geral", diz Martins. "A Petrobras, por exemplo, tomou milhões emprestados, mesmo quando o preço do petróleo ainda estava num patamar relativamente alto. Alguém sabe explicar por quê? Não. A Votorantim também vive numa zona cinzenta, ninguém sabe o tamanho do caixa que ela precisa."Para Martins, a empresa que se saiu melhor em termos de comunicação na crise foi a Vale. Mesmo tendo feito demissões, a empresa veio a público explicar os motivos para a decisão. "A Vale basicamente tem um líder", diz Martins, referindo-se ao presidente da mineradora, Roger Agnelli. "Ele circulou, se expôs, disse o que estava acontecendo e assegurou que tomaria conta da história. É isso que as empresas precisam: transparência e liderança." (Guilherme Barros da Folha)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Vou ficar Fora do Ar. Feliz 2009!

Não ao padrão, por Milena Regis

Por e-mail recebi este texto de Milena Regis que tem um studio de Pilates, em Salvador. Gostei tanto da mensagem que publico no meu blog ofecerendo aos leitores como reflexão neste dia 31 de final de 2008 quando normalmente fazemos o planejamento do ano novo! Vale a pena. A-MEI.
Me senti compelida a escrever este artigo após passar o fim-de-semana usufruindo de um dos meus passa-tempos prediletos: observar as pessoas e criar – em silêncio – pequenas estórias para cada uma delas com base no que posso captar através da postura, atitude, tipo-físico, maneirismos e tudo o mais que pode ser revelado à distancia entre dois corpos. Hoje já é lugar-comum falar de uma visão mais holística do ser humano. Sabemos que corpo/mente/espírito é a trindade que compõe um ente maior: o Ser. Como meu instrumento de trabalho mais direto é o corpo, aprendi a conhecer a fundo a mente e o espírito humanos através desta faceta mais tangível, exposta e reveladora que são a tipologia e os hábitos posturais de cada indivíduo. Em Salvador, não há melhor posto de observação do que uma praia. Sobretudo em época pré-verão. Desta vez chocou-me uma constatação: mulheres com corpos extremamente musculosos e masculinizados e homens com rostos e corpos impecavelmente sem pêlos, como mulheres. Ao invés de pequenas estórias particulares fui obrigada a analisar o que eu via sob um contexto mais amplo. Algumas questões surgiram: Será que, na ânsia por igualdade aos homens, as mulheres decidiram parecer também fisicamente com eles? Será que a graciosidade, delicadeza, charme e elegância femininas viraram para as mulheres modernas sinais de fragilidade e por isso substituídas por músculos pesados e grotescos? Claro, estamos – felizmente - numa época em que cada vez mais atenção é dada à importância dos exercícios físicos para a manutenção da saúde geral do indivíduo. E é muito melhor termos tecidos musculares tonificados do que cobertos por tecidos adiposos. Mas a que custo? É realmente saudável passar horas levantando peso, correndo no asfalto escaldante e tomando esteróides e hormônios para criar uma massa muscular? De que adiantam músculos fortes se não se tem coordenação motora e equilíbrio na estrutura do corpo para se movimentar com liberdade, economia, inteligência e, porque não, com a beleza, elegância e sensualidade intrínsecas à mulher? Porque seguir o padrão Madona se não precisamos - como a cantora - passar 3 horas cantando e dançando num palco 5 dias por semana? Por outro lado, porque os homens precisam ter sobrancelhas feitas, corpos que parecem de plástico (e muitas vezes são mesmo!) e bíceps e peitoral que os fazem movimentar-se como gorilas e que preferem olhar sua própria imagem refletida em qualquer lugar a olhar nos olhos de uma mulher (ou homem mesmo) e se descobrirem ali? Em suma: por quê temos que seguir um padrão? Onde se perdeu o respeito por si mesmo?Não será essa confusão de identidades um reflexo de nossa insegurança em relação a nós mesmos? Essa necessidade de fazermos parte de um grupo, de sermos aceitos por um grupo, essa auto-afirmação, não revela, na realidade, uma falta de auto-aceitação? Nesta época pós-modernista, pós-feminista, pós-machista, pós-racista, não seria hora de parar de levantarmos bandeiras e respeitar o indivíduo por quem ele é, e pronto? Esse respeito deve começar pelo respeito a si – próprio, pela auto-aceitação. Respeito que gera autonomia - que não deve ser confundido com o individualismo, palavra-chave e negra deste Séc. XXI. Para respeitar-se a si mesmo faz-se necessário antes saber quem somos. E para isso é crucial uma certa introspecção. É preciso desligar-se um pouco deste excesso de informações geradas pelos meios de comunicação de massa, formadores de opiniões e padrões ditados pelo mercado capitalista. Descobrindo-se a si mesmo, e aceitando-se, nos livramos de cobranças super-impostas e expandimos nossos limites e possibilidades. As inseguranças terminam e ficamos felizes com o que somos. Respeitamos quem somos. Assim, passamos a respeitar também quem está ao nosso lado, e quem sabe, como num ciclo virtuoso, ao invés de sermos apenas pequenas estórias individuais possamos criar uma estória maior; influenciar num contexto mais amplo a família, o bairro, a cidade, o país....o mundo enfim. Sem padrões a serem regidos ou seguidos e sim com indivíduos autônomos que respeitam-se mutuamente. E então surge a beleza de uma vida humana autêntica, segura, livre e mais feliz. Feliz 2009 para todos vocês. Milena Regis

Vida saudável no topo da minha agenda em 2009!

Filosofar com os amigos no final do ano!

Rogério e Raul
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente". Carlos Drummond de Andrade